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Perguntas Frequentes - Sobre a Ferroeste

Que tipo de empresa é a Ferroeste?
É uma empresa de economia mista, vinculada à Secretária de Infraestrutura e Logística do Governo do Estado do Paraná.
 
Há quanto tempo existe a Ferroeste?
A Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A – FERROESTE foi criada em 15 de março de 1988. No inicio se chamava “Ferrovia da Soja” e “Ferrovia da Produção”. O principal objetivo era a possibilidade de escoamento da safra e fretes mais baratos. Foi criada principalmente para o transporte de grãos agrícolas e insumos para plantio.
 
Quais são as condições operacionais da empresa?
A ferrovia foi criada com modernas e recentes técnicas de construção, no período de 1991 a 1994, e começou a funcionar em 1995. Na atual gestão, uma série de medidas foi tomada para modernizar a operação, tais como a compra de ativos de material rodante, como locomotivas e vagões, e também a manutenção preventiva das vias.
 
Como tem sido administrada a Ferroeste na busca de resultados mais eficientes?
Uma gestão eficiente, centrada na redução de custos, inovação operacional, recuperação da linha, segurança, manutenção adequada, compra de ativos e parceria com os clientes.
 
Qual é a composição do capital social.
O Governo do Estado do Paraná e FDE possuem 99,6906% das ações; entidades estrangeiras, 0,0350%; Pessoas Jurídicas, 0,2697%; e Pessoas Físicas, 0,0048/%.
 
Qual é o tamanho do modal ferroviário no Paraná e da Ferroeste?
A malha ferroviária do Estado do Paraná é composta por 2.400 km de ferrovias assim distribuídas: 2.039 km concessionados pelo Governo Federal à Rumo/América Latina Logística – ALL; e 248,5 km concessionados ao Governo do Estado do Paraná, cuja administração e operação é executada pela Ferroeste. Ambas as concessões têm como órgão regulador a Agência Nacional de Transporte Terrestre – ANTT.
 
Quais são os municípios por onde passam os trilhos da ferrovia?
São eles: Guarapuava, Candói, Goioxim, Cantagalo, Marquinho, Laranjeiras do Sul, Nova Laranjeiras, Guaraniaçu, Ibema, Campo Bonito e Cascavel, todos no território paranaense.
 
Que tipo de cargas transporta a Ferroeste?
No sentido exportação, soja em grãos, farelo de soja, óleo de soja, milho e carnes frigorificadas. No sentido importação, derivados de petróleo, cimento, adubo, fertilizantes, calcário e carga geral.
 
Qual a estimativa de movimentação de cargas pela Ferroeste.
A expectativa da Ferroeste é movimentar, até o fim do ano, 1 milhão de toneladas de produtos. A maior parte desse volume deve ser de grãos.
 
Quais são os principais clientes da Ferroeste?
Os principais clientes da Ferroeste são os seguintes: Agrária (grãos), Bunge Alimentos (grãos), Cargill Agrícola (grãos), Cia. Ipiranga (combustíveis), Coopavel (grãos, calcário, fertilizantes), Cotriguaçu (contêineres frigorificados de carne de frango), Iriedi (grãos), Moinho Iguaçu (grãos), Votoran (cimento) e Yara (fertilizantes).
 
Em relação a terminais ferroviários, o que existe na Ferroeste?
Em Cascavel, onde fica o complexo ferroviário de maior movimentação da empresa, além do terminal público da Ferroeste, estão instalados outros terminais públicos. São eles: Cargill, Bunge Alimentos, Yara/Bunge Fertilizantes, AB AgroBrasil, Moinhos Iguaçu/Imcopa, Votoran, Ipiranga, Coopavel Calcário, Coopavel Fertilizantes, Porto Seco/Eadi, Binacional, e Cotriguaçu. Em Guarapuava funcionam os terminais privados da Agrária, da Lustoza Agrologística, da Agrária farelo, e da Codapar.
 
O que existe no terminal de Cascavel, o de maior movimentação da ferrovia?
O terminal, na sua instalação, conta com vários equipamentos, tais como moega de recepção ferroviária, moega de recepção rodoviária convencional, moega de recepção rodoviária com tombador, tulhas para expedição ferroviária e rodoviária, com 500 toneladas cada uma, balança ferroviária para 120 toneladas, balança rodoviária para 80 toneladas. Também conta com silos para grãos, tombador para caminhões, balança rodoferroviária, instalações complementares, como elevadores, correias, etc. Instalações para apoio ao motorista e empregados. No Pátio de Cascavel, está em operação a Estação Aduaneira Interior (EADI).
 
Qual é a frota de locomotivas e de vagões da malha?
Desde 2016 são 15 locomotivas e 426 vagões.
 
Qual é a velocidade média dos trens da ferrovia?
A velocidade média é de 30 km/h e vem aumentando, em razão de investimentos na linha e eliminação de pontos de restrição de velocidade.
 
Existem acidentes na linha que comprometem a segurança do transporte?
Os acidentes são mínimos e sofreram redução com trabalhos de recuperação da linha e compra de equipamentos de segurança ao longo da via e embarcados. Os indicadores estão de acordo com as referências da ANTT.
 
Como é feita a manutenção das máquinas ferroviárias na Ferroeste?
A Ferroeste dispõe de uma oficina, localizada no km 352 da BR-277, no município de Guarapuava, região central do Estado do Paraná. O objetivo da oficina é realizar a manutenção preventiva e corretiva das locomotivas e demais ativos ferroviários da Ferroeste. Os planos de manutenção têm como premissa garantir a operacionalidade das locomotivas, as quais são inspecionadas a cada viagem e preventivamente a cada semestre, conforme o nível de complexidade das intervenções mecânicas. Além disso, a área de manutenção executa serviços de atendimento emergencial das máquinas no trecho, assim como realiza o atendimento para manutenção corretiva e recuperação de locomotivas. Atualmente a manutenção preventiva e corretiva de vagões na Ferroeste é feita no Posto de Manutenção de Locomotivas, em Guarapuava. Com o aumento da frota de vagões, esse ano, a intenção é construir uma oficina exclusiva para a manutenção de vagões, o Posto de Manutenção de Vagões (PMV), também em Guarapuava.
 
O que representa a atuação da Ferroeste para a região?
A orientação básica da Ferroeste é reduzir os custos logísticos do escoamento da produção. Isso beneficia diretamente o produtor rural e as cooperativas do Oeste do Paraná, considerando-se que a região é uma das grandes produtoras do país. O objetivo da empresa, que é operadora ferroviária pública, é oferecer tarifas baratas. Mais dinheiro na mão do produtor local significa mais dinheiro circulando no comércio, com o consequente fortalecimento da economia. De forma indireta, a consolidação da Ferroeste também interessa ao Mato Grosso do Sul e ao Paraguai.
 
Diferencial econômico da ferrovia em relação ao modal rodoviário?
A ferrovia é mais competitiva na longa distância, que é o caso brasileiro, país de dimensões continentais, e também é o modal mais indicado para o transporte de commodities, que também é o caso brasileiro. Por outro lado, um trem é capaz de substituir centenas de caminhões e ajuda a descongestionar as rodovias. Isso traz economia de gastos com restauração rodoviária, de pedágios e, principalmente de vidas, com menor número de acidentes. O modal ferroviário reduz custos logísticos entre 20 e 30%. Além disso, o transporte ferroviário é um dos meios mais econômicos e mais “limpos” para o transporte de grãos e commodities em geral, pois agride menos o meio ambiente, tanto no desenho do traçado, menos agressivo à natureza, quanto na operação, pois reduz a emissão de poluentes.
 
A empresa tem projetos de expansão?
O contrato de concessão da Ferroeste autoriza a construção dos ramais necessários à viabilidade da ferrovia, nomeadamente o ramal entre Cascavel e a região de Dourados e Maracaju, no Mato Grosso do Sul. Existem ainda estudos iniciais sobre a extensão da ferrovia até os portos paranaenses.