Ibama inicia nova fase dos estudos de impacto ambiental da Nova Ferroeste
03/05/2021 - 10:19

Segunda etapa do diagnóstico da fauna ao longo do traçado por onde vai passar a malha da ferrovia começou nesta semana. Técnicos e especialistas estão em campo analisando anfíbios, répteis, aves, mamíferos, peixes e espécies que fazem parte da ictiofauna da região.

Teve início nesta semana a segunda fase do diagnóstico da fauna ao longo do traçado por onde vai passar a malha da Nova Ferroeste – projeto de um grande corredor de transporte de grãos e contêineres do País, unindo Paraná e Mato Grosso do Sul. O estudo de impacto ambiental segue o Termo de Referência (TR) específico elaborado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Nesta fase, fica autorizada a captura, coleta e o transporte do material biológico (Abio) e a empresa contratada para realizar o estudo de Impacto Ambiental e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) está apta a fazer os levantamentos de campo.

A intenção é estudar as diversas tipologias vegetais, onde vivem comunidades específicas da fauna silvestre. Os técnicos e especialistas estão em campo analisando anfíbios, répteis, aves, mamíferos, peixes e espécies que fazem parte da ictiofauna (seres da comunidade aquática, invertebrados e que podem ser vistos a olho nu).

O Ibama selecionou Unidades Amostrais (UA) nas regiões mais representativas do traçado e levou em consideração a importância ambiental dos remanescentes de vegetação nativa. Ao todo, oito unidades foram selecionadas e ao longo do ano serão quatro campanhas de diagnóstico nestas UA.

Os estudos ambientais ligados à nova malha ferroviária avançam progressivamente. Todo o projeto foi desenvolvido para ter o mínimo possível de impacto socioambiental. Ao longo do traçado não haverá interceptação em comunidades indígenas, quilombolas ou em Unidades de Proteção Integral, por exemplo.

 

SUSTENTÁVEL

Para o coordenador do Plano Estadual Ferroviário (GT Ferrovias), Luiz Henrique Fagundes, o projeto está bastante avançado e reforça que o projeto será verde e sustentável. “A sustentabilidade tem um peso muito importante em todo o projeto. Buscamos mitigar o máximo possível questões ambientais para que a Nova Ferroeste seja, de fato, uma ferrovia verde, que se preocupa com o desenvolvimento sustentável do País”, disse o coordenador.

Outra preocupação, destacou o Fagundes, é com a redução de conflitos urbanos. A orientação é para que os trechos da ferrovia evitem cruzar as cidades. Em Curitiba, por exemplo, os trilhos serão todos desviados, sem a passagem de trens por cruzamentos que podem gerar acidentes. “É, sem dúvida, uma iniciativa que vai deixar a capital paranaense muito mais segura, seja para motoristas ou pedestres”, afirmou.

 

Carros da Fipe em local de estudo

Foto: Carros da Fipe em local de estudo

 

IPHAN AUTORIZA ESTUDOS EM SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS NO MS

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também autorizou o estudo que está sendo realizado por arqueólogos na área do traçado da ferrovia. A decisão foi publicada em Diário Oficial da União no dia 17 de fevereiro. Porém, a autorização dos estudos não corresponde à manifestação conclusiva do Instituto para o licenciamento ambiental, que deverá ainda passar pela aprovação da Superintendência Estadual do Mato Grosso do Sul.

 

 

Fonte: Agência Estadual de Notícias

 

 

 

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