Ferroeste toma providências para garantir que contratos firmados na região Oeste sejam cumpridos pela concessionária privada que opera o trecho Guarapuava-Paranaguá
Antes de construir o novo ramal que vai ligar Guarapuava ao Porto de Paranaguá, a Ferroeste projeta aumentar, no curto prazo, a quantidade e a qualidade da oferta do transporte ferroviário na região Oeste, beneficiando produtores do Paraná, Mato Grosso do Sul e Paraguai. A linha da Ferroeste existente entre Guarapuava e Cascavel, com 250 quilômetros de extensão, tem capacidade para transportar cinco milhões de toneladas, anualmente. “Mas transportamos apenas 1,9 milhão”, alerta o presidente da empresa, Samuel Gomes. “Nosso terminal, em Cascavel, tem área de 1,7 milhão de m2 e apenas um terço está ocupado”, acrescenta.
Para concretizar essas metas, o presidente da Ferroeste e representantes de empresas que movimentam diferentes produtos no Porto de Paranaguá (granéis líquidos, contêineres, fertilizantes, soja, açúcar e cargas congeladas) reuniram-se com o superintendente do Porto de Paranaguá (Appa), Daniel Lúcio Oliveira de Souza, e o diretor do Porto de Antonina, Paulo Rocha, na quinta-feira (2). O superintendente informou que a Appa vai assegurar o embarque e desembarque dos vagões no Porto, conforme os contratos assinados pela Ferroeste. “Somos parceiros de projetos que incrementam a economia do Paraná. O Porto entra como um interveniente dessas relações comerciais entre a Ferroeste e os terminais portuários. A Appa se alinha à Ferroeste para que nossa ferrovia tenha essa viabilidade operacional plena”, afirmou.
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