Porto de Paranaguá prevê investir quase R$ 1 bilhão para se adaptar à Nova Ferroeste
22/04/2021 - 14:18

Principal investimento será no projeto do chamado Moegão Leste, que vai unificar a recepção de cargas ferroviárias. O valor da obra, prevista para ser licitada no segundo semestre deste ano, é de R$ 450 milhões.

O Porto de Paranaguá é um dos principais atores dentro do projeto da Nova Ferroeste. É no terminal marítimo que vai desembocar a maior parte da produção que passará pelo ramal ferroviário de 1.285 quilômetros, idealizado para ter ponto inicial em Maracaju, no Mato Grosso do Sul. O planejamento do complexo prevê investimentos de mais de R$ 920 milhões nos próximos anos.

A expectativa, de acordo com os técnicos responsáveis pela elaboração dos estudos de traçado e demanda, é que nova ligação férrea seja capaz de transportar 35 milhões de toneladas por ano – ou aproximadamente 2/3 da produção da região, dos quais 74% seriam de cargas destinadas para a exportação. Ou seja, o Porto de Paranaguá precisa estar preparado para vencer a demanda. 

O planejamento da administração portuária paranaense prevê investir pesado para adaptar o Porto de Paranaguá à Nova Ferroeste. O principal deles é o chamado Moegão Leste. O projeto prevê unificar a recepção de cargas ferroviárias.

 

Em vez de precisar desmembrar a composição e descarregar em dez terminais diferentes (1 público e 9 privados) como é feito atualmente, todo o material será deixado em um ponto fixo. De lá, por esteiras transportadoras, é encaminhado ao respectivo terminal.

O investimento é de R$ 450 milhões, com recursos do Governo do Estado. A previsão é que a licitação do projeto ocorra no segundo semestre deste ano. A partir daí, são 24 meses de obra. “Serão dois grandes estados produtores descarregando no Porto de Paranaguá. Nosso dever é melhorar e otimizar o terminal. Esse projeto do Moegão, por exemplo, tem capacidade para recepcionar 20 milhões de toneladas por ano”, afirma o diretor-presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

 

“Uma coisa eu tenho certeza: não vai faltar ferrovia para o porto e não vai faltar porto para a ferrovia”. Luiz Henrique Fagundes, coordenador do Grupo de Trabalho Ferroviário do Estado do Paraná

 

OUTRAS AÇÕES

 

Grupo de Trabalho no Porto de Paranaguá

Foto: Grupo de Trabalho visita Paranaguá

Além do Moegão, a Portos do Paraná administra outros seis projetos atualmente. São mais R$ 474 milhões em melhorias no terminal e arredores. A readequação do sistema de drenagem pluvial da faixa portuária e dos silos (obra em cinco lotes), representa um aporte de R$ 17,4 milhões.

O orçamento do projeto executivo para restauração da Avenida Ayrton Senna, entre o entroncamento com a BR-277 e o porto, ficou em R$ 1,67 milhão. São mais R$ 28,25 milhões nas obras de recuperação e proteção da estrutura do Píer Público de Inflamáveis. Já o programa de dragagem de manutenção continuada (para cinco anos) significa a maior parte do bolo: R$ 403,3 milhões.

Por fim, estão reservados mais R$ 451,3 mil na execução do projeto básico da remodelação do Corredor de Exportação (Correx), com um novo sistema integrado. “É fundamental para a nossa existência ter uma matriz logística racional, com a diminuição de custos para se tornar mais competitivo”, diz Garcia.

 

ESPECIAL

O projeto da Nova Ferroeste foi esmiuçado ao longo desta semana em cinco reportagens especiais. A primeira, sobre o traçado, foi publicada na segunda-feira (5). Na terça-feira (6), foi reforçado o impacto econômico do modal e na quarta o lado sustentável da via. Na quinta (8), como a obra ganhou apoio do setor produtivo, tanto no Paraná quanto no Mato Grosso do Sul. O objetivo da série foi destacar a importância da implementação deste novo corredor de exportação que vai unir duas potências do agronegócio mundial.

 

 

Fonte: Agência Estadual de Notícias

 

 

 

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