Presidente da Ferroeste diz que modal rodoviário precisa de maior desenvolvimento no Paraná 02/06/2017 - 15:57

“Ainda é necessário um grande desenvolvimento ferroviário no Paraná”, disse o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo, quinta-feira (1), em Castro, durante o Fórum Mais Milho. “A saída é a criação de uma nova concessão ferroviária estadual”.
O presidente adiantou que grupos de trabalho criados pelo Governo do Estado estudam melhorarias no modal ferroviário (Faep, Fiep, Ocepar, Ferroeste e várias secretarias de Estado). O objetivo é “atrair grandes investidores para o Estado” para elaborar um estudo de implantação de novos ramais no Paraná.
Esse estudo deve contemplar o projeto Guarapuava-Porto de Paranaguá, a revitalização da Ferroeste, e a extensão de um ramal de Cascavel (PR) a Dourados (MS). “Este projeto vai trazer um grande impulso para o Paraná” e “um novo ciclo de desenvolvimento”, finalizou.
O dirigente ressaltou que os estudos no Porto de Paranaguá mostram que em 2030 o terminal vai movimentar 80 milhões de toneladas enquanto que a capacidade atual de transporte ferroviário no Estado é de apenas 9 milhões de toneladas.
Secretário
Salientando o apoio da pasta para o modal ferroviário, o secretário da Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, esclareceu que a concessão da Ferroeste vai até Dourados (MS) e lembrou a visita técnica que fez ao recentemente governador do Estado vizinho no sentido de viabilizar o projeto: “Vamos trabalhar em conjunto”.
Disse ainda que durante sua gestão foram compradas novas locomotivas e vagões e que foram estreitadas as parcerias com as cooperativas. Os investimentos da Cotriguaçu nos termnais próprios que tem na Ferroeste, segundo ele, devem atingir mais de R$ 300 milhões.
José Richa Filho enfatizou recente acordo com o BID para trazer investimentos de R$ 1,3 bilhão na implantação de centros de logística, inclusive em Cascavel, com contrapartida de 45% do estado, como parte de uma “visão sistêmica” de desenvolvimento logístico para o Estado.
O presidente da Ferroeste afirmou que em 2011, quando José Richa Filho assumiu a Secretaria de Infraestrutura e Logística, a Ferroeste operava com três locomotivas e 60 vagões. Depois, com “foco no cliente”, a nova gestão “voltou a investir na Ferroeste e em material rodante”, comprando cinco locomotivas e centenas de vagões.
Como exemplo, Bresolin Araújo informou que até 2011 a ferrovia transportava 200 contêineres por mês. Atualmente, com os investimentos na empresa e parcerias com a Cotriguaçu, o volume cresceu para 900 unidades mensais. Caso análogo é o da Agrária, que não operava nos trilhos da Ferroeste e hoje transporta 350 mil toneladas/mês.
Faep
O assessor técnico da Federação da Agricultura, Nilson Camargo, disse que o último grande investimento em ferrovias no Paraná foi a construção da Ferroeste, concluída em 1996, e que o Estado precisa inverter a matriz de transporte, que hoje é de 75% feito por rodovias. Essa mudança precisa ser feita nos próximos 15 anos para acompanhar a evolução da produção do agronegócio no Estado, acrescentou.

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